quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Quando crescer

Às vezes esqueço da idade que tenho: acho que ainda não sou adulto, mesmo com os 22 anos nas costas, a formação escolar completa, e tentando entrar no mercado de trabalho (que é o atestado de ser adulto: adultos trabalham, e fazem a mesma coisa por anos).

Quando esqueço, sempre penso porque faço as coisas que faço agora, e o que acharei dessas coisas quando for adulto - o dinheiro gasto, as coisas compradas e o tempo perdido empenhado em coisas que provavelmente largarei, e nem num futuro muito distante (como este blog).

Pensando assim, o primeiro instinto é fazer as coisas pensando no longo prazo, porque um dia você vai ser adulto, e provavelmente terá filhos: e aí você vira o adulto como seu pai, que tem que cuidar do seu filho como seu pai cuida de você hoje. Daí você pensa que não é nada fácil, e que deveria ir encaminhando as coisas, deixando de lado essas perdas de tempo.

E, mesmo com essa linha de raciocínio, não mudo o meu jeito 22-anos-padrão-classe-média de viver. Estou de boa. Talvez seja o espírito blazê carpe-diem que faz bastante sucesso de vendas (tomare que não).

E talvez por isso a idéia de prestar um concurso público seja tão tentadora: é sua vida resolvida para sempre.

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