Fiquei pensando nos últimos dois posts, e parece que, para acabar com a "trilogia" (que acabou ser formando na seqüência de posts), trago Norman McLaren.
Na verdade, para ficar menos feio metodologicamente, precisava trazer algo que é só arte, sem texto nenhum, e aí a trilogia forma um continuum que vai do texto à arte, com três produtos que estão dentro desse continuum, mais próximo a um ou outro pólo.
E, no fundo, esse é meio um continuum que pode classificar todo o tipo de arte, e que talvez fosse da literatura (texto) até as artes plásticas (imagem).
Norman McLaren é um cineasta que faz animações, não só como a mostrada a cima, mas várias com stop motion de foto. A de cima, Boogie Doddle é uam animação feita com tinta sobre a película: ao invés dele filmar a animação, ou fotografar as imagens que originariam a seqüência, ele pinta direto na película.
Boogie Doodle é uma vídeo-arte da forma que ela propõe-se a ser: instigação sensorial visual (imagem) que só tem o objetivo do prazer visual, sem necessariamente um texto, ou sentido entre as imagens. É difícil pensar em audiovisual sem sentido, e eu, particularmente, não gosto muito de vídeo-arte - mas essa é muito boa.
A minha favorita dele é Le Merle, animação baseada em uma canção infantil do Canadá (provavelmente da França, também), onde o Norman McLaren passou a maior parte da vida produtiva dele (ele é escocês); também é feita na mesma técnica de pintar direto a película:
è uma das coisas que eu acho mais interessante na vídeo-arte: não necessariamente fazer algo sem um sentido lógico, mas poder fazer algo legal de pouca coisa - poder explorar um texto simples e só se preocupar em fazer algo, aí sim, que instigue o estímulo visual.
Mustang + Skate
Há 15 anos

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