segunda-feira, 29 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

Sopranos

Depois de 18 meses, acabei de assistir as 86 horas de Sopranos, ontem de madrugada, e me deparei com esta cena final:



Depois dos 10 segundos de black, entram os créditos, e parecia que o criador do programa não queria que entrasse nada. Essa última seqüência criou duas questões na minha cabeça, relacionadas a produções audio-visuais.

Existe uma explicação bem detalhada do final da série, e mesmo que o teg do vídeo diga que Tony (o cara da última cena) não tenha morrido, ele é morto pelo cara de jaqueta que entra no banheiro.

A explicação, mesmo que não esteja explícita, está dentro da última cena (até por isso faz sentido colocá-la aqui): o diretor cria um padrão, e toda vez que toca o sino, Tony olha para porta para ver quem é, e o próximo take representa a visão de Tony. O black final é justamente a visão de Tony quando ele levanta a cabeça: ele toma o tiro e morre instantaneamente, logo não vê nada e não ouve nada. A velocidade da bala é maior do que a do som, então a bala consegue atingir o cérebro dele antes que ele consiga ouvir o disparo.

A primeira grande questão dessa montagem é que sua genialidade faz com que ela seja ambígua. Antes de dormir eu discuti com a Jussane sobre o final até desistirmos de entender e decidimos ver na internet depois. Por mais que esteja justificado artisticamente, não creio que é possível entender a montagem assistindo só uma vez, porque o diretor, ao dar a ênfase necessária no atirador, tira a atenção à montagem da visão de primeira pessoa, o que faz com que esperemos que uma ação seja apresentada. O black representa tanto a morte do personagem quanto uma história sem final, um final em aberto para a série.

O próprio autor diz que a ambiguidade nasce porque a TV acostumou a dar tudo mastigado para o telespectador; e de fato, ele está certo. Mas até onde vale uma montagem interessante se não é possível entender a história instantaneamente. De fato, um programa que trabalha a racionalidade do telespectador não é desinteressante, mas o audiovisual bom é aquele que mexe com as emoções do telespectador, e, para mim, esta montagem não gera nenhuma resposta emocional do espectador no momento final, que causa indignação.

Mesmo assim, acho uma montagem genial, que é ampalmente justificada durante a última temporada e o último episódio (não há como entrar nos detalhes sem entrar em detalhes dos capítulos, e aí só quem viu entenderia). Além disso, a série é sobre o Tony, e sem Tony não tem série, por isso o black no final.

Eu resolveria o problema com meio segundo do take da moça (sua filha) entrando no café, do ponto de vista do Tony, antes de ir para o black, reforçando a idéia de que o black é o ponto de vista do personagem, sem perder a mensagem que o diretor quer passar (imagino).

A segunda questão, até relacionada com a primeira, é que eu nunca me envolvi com um programa de TV como me envolvi com Sopranos, a ponto de ficar um pouco sentido por saber que o final da história é a morte de Tony, talvez por ter visto cinco capítulos seguidos até o desfecho final (o que pode ter me fisgado mais intensamente, emocionalmente). Entendo porque o final do programa causou reclamações à HBO: o autor acredita que os telespectadores queriam sangue - ou uma história mastigada: eu acho que eles, por se apegarem como eu, queriam ter certeza do fim, pois a morte de Tony era tão certa na narrativa que todos queriam a certeza de que fosse acabar tudo bem com ele.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Crema Air



Trabalho que editei para o Mano.

sábado, 13 de junho de 2009

Banana Phone

Outro delay de meia-década, mas a música é fantástica:

terça-feira, 2 de junho de 2009

The Beatles Rock Band



Impressiona-me como o Rock Band trata muito melhor o fundo de tela das músicas em relação ao Guitar Hero, que a não-sei-quantas versões faz tudo igual.

Não gosto de nenhum dos dois jogos, mas é claro como o Rock Band é melhor que o Guitar Hero, não só pelo tratamento estético, mas pela possibilidade de se jogar com os outros instrumentos.

Não sei quantas e quais músicas estarão no jogo, mas o trailler já mostra algumas que não poderiam faltar, como Here Comes The Sun, Back to the USSR, I Feel Fine e Day Tripper, se pensarmos na parte instrumental. Eu, particularmente, acho que mais algumas não podem faltar, como While My guitar Gentle Weeps, Dig a Pony, Paperback Writer, Blackbird, Norwegian Wood, Helter Skelter e Sgt. Pepper's Lonely Harts Club Band.

Vai ser o melhor jogo deste tipo de longe.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Finalmente: Paper Louie!

Tive vários problemas para upar o vídeo no Youtube, mas finalmente consegui:



Alguns erros de cenário e de velocidade, mas esse tipo de coisa você faz para aprender: e se for para deixar perfeito não larga nunca, então desta vez fica assim.

Foi baseado no Super Paper Mario, do Nintendo Wii; e a trilha é Louis Armstrong, o que o bonequinho representa, mais ou menos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Tipografia

Disse que meu próximo projeto no After Effect seria uma história de palitinhos, mas provavlemente não será.

Não que eu não vá fazer, mas algumas coisas apareceram para eu fazer, e a cena estilo Xiao Xiao terá que ficar para depois.

Além disso, preciso treinar textos no After Effects, e provavelmente meu próximo projeto avulso será uma tipografia:



Que texto? O clássico: